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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Bunionette - Joanete do 5º Dedo

Bunionette é um dos nomes relacionados à deformidade em joanete do 5º dedo do pé.


A palavra “ Bunion ", assim como “ Bone " (osso em inglês), deriva da palavra “ Bony " do antigo dialeto anglo-saxão e se refere a “ ossudo, cheio de osso, preenchido por osso ”.

Bunion é o nome da protuberância medial do joanete do Hallux (1º dedo ou “dedão” do pé); portanto, Bunionette quer dizer “ Pequeno Joanete ”, pelo acréscimo do sufixo diminutivo “ - ette ” da lingua francesa.

Outros nomes também estão relacionados a esta deformidade : Joanete do Alfaiate, Juanete de Sastre (em espanhol) ou Tailor’s Bunion (em Inglês).

O joanete do 5º dedo é uma deformidade em varo da quinta articulação metatarsofalângica do pé, isto é, uma deformidade articular do dedo mínimo angulada para o lado interno do pé.

O Bunionette é causado pelo atrito e pela pressão repetitiva da borda lateral do calçado sobre a articulação do dedo.

Calçados de ponta ou bicos finos, com ou sem saltos altos, podem provocar calosidades na porção lateral e/ou plantar do 5º dedo, acelerando o desenvolvimento do bunionette.


Algumas alterações anatômicas do pé também estão relacionadas à progressão da deformidade e são classificadas em três tipos:

Tipo 1: Alargamento e protusão da cabeça do 5º metatarso


Tipo 2: Curvatura lateral anormal do 5º metatarso


Tipo 3: Aumento do ângulo entre o 4º e 5º metatarsos



A principal queixa é a dor latejante e constante na borda lateral do dedo, que aumenta com o uso de calçados estreitos. Eventualmente pode ocorrer a inflamação dos tecidos, com rubor, calor local e dor intensa.


A avaliação radiológica do pé é importante para definir o grau e o tipo de deformidade presente.

O tratamento conservador é feito com a modificação do tipo de calçado, adaptação de palmilhas ou protetores ortopédicos, uso de remédios anti-inflamatórios e aplicação de bolsa de gelo. 



O tratamento cirúrgico é indicado quando a queixa do paciente é recorrente ou não houve melhora com o tratamento conservador.

A cirurgia é realizada de forma ambulatorial com anestesia local ao nível do pé e tornozelo, o que minimiza os riscos e promove um maior tempo de analgesia.


A técnica atualmente mais utilizada é o realinhamento articular através de uma pequena incisão lateral, muito semelhante à correção do joanete do 1º dedo (dedão) do pé, porém em escala menor.

O procedimento consiste em realinhar o 5º dedo através de uma secção óssea, fixando internamente com micro-parafusos. Esses não interferem nas outras estruturas e não necessitam ser retirados posteriormente.


O apoio é permitido imediatamente após a cirurgia com o uso de uma sandália ortopédica (Sandália de Barouk) que é mantida por 45 dias, em média, até a consolidação óssea. Após esse período, o paciente é liberado para usar calçados fechados com salto baixo até a completa recuperação.


O seguimento correto pelo paciente das orientações dadas pelo médico no pós-operatório garantem o sucesso do tratamento, diminuindo assim a chance de resultados insatisfatórios e complicações.

Cirurgia Plástica nos Pés

O desejo pela estética de um pé perfeito, exposto às exigências anatômicas da moda calçadista feminina com suas sandálias abertas e saltos altos com bicos cada vez mais finos, levam as mulheres a procurarem alternativas para amenizar suas queixas em relação aos seus dedos e às formas dos pés.




As queixas mais frequentes estão relacionadas diretamente com o uso de calçados e incluem calosidades, deformidades dos dedos, alterações das unhas e diversos tipos de dor e desconforto. Além disso, a insatisfação pela própria forma do pé e dos dedos, adquirida geneticamente, pode causar incômodo e constrangimento.


Os termos "Cirurgia Plástica nos Pés", "Cirurgia Estética nos Pés" ou "Cinderella Surgery" ( "Cirurgia Cinderela" - termo proposto pelo Dr. Ali Sadrieh de Beverly Hills) são expressões com certo caráter comercial, usadas para divulgar os procedimentos ortopédicos que corrigem as deformidades ósseas e articulares que causam desconforto aos exigidos pés femininos.

A polêmica em relação a esses procedimentos, intitulados como “ plásticos ” ou “ estéticos ”, acontece quando a exigência da correção ultrapassa o bom senso anatômico e funcional.

No entendimento da medicina atual, pés que exercem sua função normal, dentro de calçados anatomicamente apropriados e sem discrepâncias ou deformidades realmente importantes, não devem ser operados somente para satisfazer o ego do paciente.

O impulso pela busca da perfeição estética e satisfação corporal leva os pacientes a realizarem cirurgias desnecessárias, expondo-os aos riscos inerentes e com alto grau de insatisfação pós-operatória.

As indicações cirúrgicas “ estéticas " nos pés devem estar sempre associadas com deformidades relevantes ou limitantes do ponto de vista funcional.

As deformidades mais associadas às queixas são:



Hallux Valgus (ver Joanetes)


Dedos longos ou curtos demais (ver Braquimetatarsia)


Dedos com deformidades (ver Deformidades dos Dedos Menores)


Joanete do 5ºdedo (ver Bunionette)



É importante salientar :



1. Os procedimentos cirúrgicos utilizados para corrigir essas deformidades envolvem incisões, alterações tendinosas (tenotomias / tenoplastias) e cortes ósseos (osteotomias); além de ser necessário, em certos casos, o uso de pequenos parafusos ou fios metálicos para fixação.


2. Procedimentos cirúrgicos eletivos necessitam de uma avaliação clínica pré-operatória e envolvem cuidados apropriados após a realização do procedimento.


3. Todos e quaisquer procedimentos cirúrgicos provocam a formação de tecido fibroso cicatricial. Fatores genéticos, doenças que interferem no processo de reparo tecidual, alguns medicamentos e tabagismo interferem no aspecto e na forma da cicatriz resultante.


4. As fases pós-operatórias de inflamação, reparação tecidual e remodelação são inerentes a todo processo cicatricial, variam de acordo com cada tipo de tecido operado e interferem no tempo de recuperação e no retorno ás atividades diárias normais.



5. Complicações pós-operatórias podem acontecer em qualquer cirurgia, mesmo com todos os cuidados preventivos necessários para que estas não ocorra. As principais complicações que podem ocorrer na cirurgia do pé são:

Abertura da sutura (deiscência)
Reações alérgicas (material ou anestésicos)
Infecções
Não consolidação óssea
Quebra dos Implantes (falência do material)
Deslocamento dos implantes ou das partes ósseas
Formação cicatricial indesejada
Recidiva da deformidade
Edema e dor residual persistente







domingo, 21 de agosto de 2016

Deformidades dos Dedos Menores

Os dedos menores dos pés (2º, 3º, 4º e 5º dedo) são aqueles posicionados lateralmente ao Hallux (1º dedo, dedão do pé). Eles também são acometidos por alterações que podem causar deformidades e calosidades, muitas vezes dolorosas e que se acentuam com o uso de certos tipos de calçados, principalmente os femininos.

As articulações envolvidas nessas deformidades são três: a da ponta do dedo, a do meio do dedo ou a que une o dedo ao restante do pé.

A forma e o comprimento dos dedos, e a relação com o uso de calçados apertados estão entre as diversas causas dessas deformidades. Outras causas são: doenças degenerativas (artrite reumatóide, psoríase), lesões traumáticas (fraturas, luxações), diabetes, doenças neurológicas (derrame, paralisia), anomalias congênitas, entre outras. 

Os três tipos de deformidades mais comuns que acometem os quatro dedos menores do pé são: Dedo em Malho, Dedo em Martelo e Dedo em Garra.

O Dedo em Malho é uma deformidade que ocorre na articulação mais próxima à ponta do dedo. Consiste na flexão plantar do dedo, podendo formar uma calosidade na parte de cima muitas vezes dolorosa pelo atrito com o calçado, ou calosidade na ponta do dedo com deformidade da unha, pelo atrito e impacto com o solo. É mais freqüente em dedos longos e acomete principalmente o 2º e/ou o 3º dedo.


O Dedo em Martelo é aquele onde a deformidade ocorre na articulação do meio do dedo, ocasionando flexão plantar e produzindo uma calosidade dolorosa na parte de cima pelo atrito da articulação deformada com o calçado. É mais freqüente em dedos longos e pode aparecer como deformidade única ou em vários dedos (múltipla).


 Dedo em Garra é uma deformidade mais complexa e se apresenta com a hiperextensão (para cima) da articulação que une o dedo ao resto do pé e da flexão (para baixo) da articulação do meio do dedo. Essa deformidade ocasiona dor plantar na porção frontal do pé e calosidades muito dolorosas no dorso dos dedos acometidos, podendo até mesmo impossibilitar o uso de calçados fechados ou com solados finos e rígidos.

 

Todos esses tipos de deformidades podem se apresentar de forma rígida ou flexível, e isto deve ser avaliado por um ortopedista para melhor orientar o método de tratamento a ser utilizado. Mudança do tipo de calçado, aparelhos de contenção e dedeiras de silicone são métodos conservadores que podem aliviar os sintomas, mas não corrigem as deformidades.

A indicação cirúrgica deve ser feita por um especialista, que indicará o procedimento adequado ao tipo de deformidade e ao grau de rigidez que esta apresenta. Existem várias técnicas cirúrgicas que podem ser empregadas, necessitando ou não de cortes ósseos ou de fixação com fios metálicos provisórios.

Normalmente o período de recuperação não ultrapassa três a quatro semanas com o uso de sandália pós-operatória. Após esse período, o paciente é orientado a realizar fisioterapia e liberado para o uso de calçados.