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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O Pé Diabético

Chamamos de pé diabético o conjunto de alterações neurológicas e vasculares, que acomete os pés do pacientes portadores de diabete e que podem levar a complicações graves ou até mesmo à amputação.


A mudança mais comum e significativa é a perda da sensibilidade do pé, isto é chamado de neuropatia; e está relacionada também com a diminuição da circulação sanguínea.

Isto ocorre porque o açúcar alto no sangue lesa as terminações nervosas e a parte interna das pequenas artérias do pé.
 
Essas alterações ocorrem lentamente, quase imperceptíveis para o paciente e quanto maior o tempo de doença, maior a chance de desenvolver o pé diabético. 


NEUROPATIA DIABÉTICA:

É a perda da função dos nervos do pé, principalmente da sensibilidade dolorosa e tátil. Isso ocorre em 10 % a 15 % dos diabéticos e em até 50 % dos pacientes com diabete há mais de 25 anos.

Sem sensibilidade, o paciente não percebe quando acontece um ferimento, uma contusão ou quando o calçado está machucando os dedos ou a planta do pé.

Essas lesões podem evoluir rapidamente e formar bolhas e feridas abertas (úlceras), possibilitando assim a entrada de microorganismos e causar uma infecção no pé.

O diagnóstico de neuropatia é feito pelo médico especialista através de exames que testam a sensibilidade tátil e dolorosa em diversos pontos do pé.




ÚLCERAS DIABÉTICAS:

Úlceras são feridas abertas ocasionadas por aumento da pressão local ou por ferimento (corte) na pele. Normalmente relacionadas com a insuficiência de circulação sanguínea do pé.

No paciente diabético essas lesões são indolores e aumentam de tamanho rapidamente se não forem visualizadas e tratadas precocemente.

Por ser uma ferida aberta, as úlceras podem facilmente infectar e se tornar um problema ainda maior caso a infecção invada os tecidos e alcance os ossos do pé (osteomielite). Em alguns casos é necessária a cirurgia para limpeza e desbridamento das lesões mais profundas ou até mesmo a amputação de dedos ou parte do pé para sanar a infecção.




INFECÇÃO NO PÉ DIABÉTICO:

Uma infecção em qualquer paciente com diabetes deve ser considerada grave. Abcesso, secreção purulenta, mau cheiro, área inchada e avermelhada, podem ser um dos sinais de infecção e deve ser avaliado o quanto antes por um especialista.

O paciente diabético com infecção apresenta mal-estar geral, febre alta e aumento dos níveis de açúcar no sangue, sendo difícil de controlar mesmo alterando as doses de insulina.

A falta de sensibilidade e a diminuição da circulação sanguínea dificultam a cicatrização e a chegada de antibióticos no local da infecção. Caso haja deficiência importante da circulação sanguínea do pé ou da perna, o paciente pode necessitar de uma cirurgia vascular para restaurar a perfusão. 


Infecção Pé Diabético Úlceras Infectadas


LESÕES ÓSSEAS:

Assim como as lesões de pele, o paciente com diabetes também perde a sensibilidade para fraturas, deslocamentos ou micro-traumas ocorridos nos ossos do pé e tornozelo. Chamamos essa condição de Artropatia de Charcot e pode levar a deformidades graves se não for devidamente tratada.

A artropatia de Charcot é um dos problemas mais sérios do pé diabético. Na maioria das vezes inicia somente com um inchaço, mas pode ser precedida por algum tipo de trauma ou entorse do pé ou tornozelo.

Artropatia de Charcot

As fraturas e deslocamentos da artropatia de Charcot são tratadas com imobilização com aparelho gessado (gesso de contato total) ou órtese por longo período de tempo. Muitas vezes a artropatia de Charcot cura sem haver a necessidade de cirurgia, mas, em alguns casos, pode necessitar de tratamento cirúrgico para fixar as articulações envolvidas, remover saliências ósseas ou corrigir deformidades graves.

Gesso de Contato Total

sábado, 20 de agosto de 2016

Orientações Pré e Pós-Operatórias

ANTES DA CIRURGIA:

1. JEJUM absoluto por 8 (oito) horas antes do procedimento cirúrgico. Isto é, não beba e não coma absolutamente NADA durante esse período.
 
2. CHEGAR ao hospital e dirigir-se ao setor de internação, no mínimo 1 HORA antes do horário marcado da cirurgia. 
3. LEVAR TODOS seus exames de imagem: RX, ressonância, tomografia, ultrassonografia, etc... LEVAR o último exame de sangue realizado e o último eletrocardiograma (ECG), se solicitados anteriormente.

 
4. LEVAR a(s) órtese(s), sandália(s) ou bota imobilizadora e/ou par de muletas, quando solicitadas previamente.
 
5. RELATAR sempre ao anestesista se você tiver alguma doença (diabete, hipertensão, etc...), as medicações que você utiliza diariamente e o local do seu corpo onde será feita a cirurgia.


APÓS A CIRURGIA:


 
1. Manter o MEMBRO OPERADO ELEVADO para diminuir o edema (inchaço).


2. Tomar as MEDICAÇÕES de acordo com a receita médica, sempre respeitando as dosagens e os horários estipulados.


3. CAMINHAR: Sempre seguir as recomendações dadas para o uso de órteses, sandálias ou muletas, caso seja necessário.


4. BANHO: Proteger o curativo com saco ou filme plástico, cuidando para não molhar. Pode-se utilizar um banco ou cadeira para melhor conforto.


5. Não esquecer as DATAS DE RETORNO, principalmente para realizar os curativos e para a retirada dos pontos.


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Prevenção e Cuidados para o Pé Diabético


1. Controlar rigidamente os níveis de açúcar no sangue, cuidar a dieta e utilizar a medicação corretamente são atitudes primordiais para evitar qualquer complicação relacionada ao diabete.



2. Examinar os pés diariamente à procura de lesões, áreas avermelhadas, unhas encravadas ou feridas abertas.



 

3. Visualizar a planta dos pés e o espaço entre os dedos com a ajuda de um espelho. Caso tenha dificuldade para enxergar, peça ajuda para outra pessoa.



4. Mantenha os pés limpos e secos. Tenha cuidado com a temperatura da água para evitar queimaduras, não deixe os pés de mollho e seque bem todo o pé, a região entre os dedos e as unhas. 


5. Não use bolsas de água quente nos pés.


6. Utilize creme hidratante na região do calcanhar, planta e dorso do pé. Evite a região entre os dedos, pois isso propicia a formação de frieiras.




 

7. Corte as unhas retas, sem arredondar os cantos, isso evita cortes na pele e que elas encravem na lateral do dedo. O ideal é que seja feito por um profissional (podólogo) que saiba que você tem diabetes.


8. Calosidades são sinais de atrito e pressão localizada. Podem indicar que os sapatos estão apertados ou estão ocorrendo deformidades nos dedos. Consulte um especialista para adaptar novos calçados ou corrigir essas deformidades.


9. Calos podem ser removidos lixando-os suavemente com uma lixa fina ou pedra-pome, cuidando para não haver sangramento. Caso sejam muito espessos ou com rachaduras, devem ser avaliados por um especialista.


10. Os sapatos para pé diabético devem ser confortáveis, acolchoados e sem costura interna. A porção superior deve ser de couro macio. A parte da frente deve ser rígida e larga para acomodar os dedos. Sua altura deve ser aumentada, suficiente para adaptar uma palmilha de couro moldada que distribua as pressões uniformemente na planta do pé.


11. Procurar usar sempre meias brancas de algodão, que transpiram melhor e permite avaliar qualquer sinal de secreção ou sangramento que possa ocorrer. Evitar meias de material sintético, com furos, dobras ou costuras em relevo. Não usar meias apertadas ou com elástico.




12. Inspecionar periodicamente o interior dos sapatos, procurando objetos estranhos, costuras soltas ou saliências internas. Amacie calçados gradualmente, use-os por uma ou duas horas de cada vez e sempre cheque seus pés a procura de áreas avermelhadas. Não use sandálias abertas ou de material sintético que possam fazer atrito e lesões entre os dedos ou no dorso do pé.



VIVA BEM COM O PÉ QUE VOCÊ TEM !!!